sexta-feira, 3 de maio de 2013

"É ASSIM QUE SE VIVE" Uma homenagem à minha Mãe



Às 6 da manhã, como um relógio, ela ligava para a filha.


O dia seria duro e era necessário que orassem juntas.


E assim, manhã após manhã, durante 28 dias, como se fosse um relógio, às 6 horas da manhã, a mãe ligava para a filha no hospital.


O genro, no topo de uma carreira universitária, tivera um acidente vascular-cerebral de forte impacto.

Primeiro teve que lutar para sobreviver. A morte o cercou por 28 dias, no CTI, antes de o deixar.

Quando ele foi para o quarto, a sogra, sentada em sua cadeira de rodas, foi orar com ele.

Ela viu seus esforços fatigantes para reaprender a respirar, a se alimentar, a andar e a falar. Ela não viu o fim do processo.

A morte trocou de alvo e a levou.

Braços levaram seu corpo para a morada semifinal, mas a lembrança ainda conserva seu sorriso, seu companheirismo, seu cuidado para com os filhos, sua paixão pelos netos e bisnetos, sua confiança inabalável em Deus, seu compromisso em orar, seu prazer em cantar.

(Homenagem a Rubenita Silva do Nascimento, 1928-2013)

Desejo-lhe um BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo"

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