sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

SOBRE A DESASTRADA ARTE DE FECHAR AS PORTAS

Na vida, vamos fechando ou abrindo portas à medida que passamos.
Meses, anos ou décadas depois voltamos, mas as portas estão fechadas, lembremo-nos ou não que nós mesmos as fechamos.
Fechamos portas quando não agradecemos pelas portas que alguém nos abriu.
Fechamos portas quando abandonamos aqueles que um dia nos acolheram e nos puxaram para cima.
Fechamos portas quando, em nome da verdade, falamos o que achamos que devemos falar, embora não tivéssemos o direito de julgar o outro sem antes ouvir.
Fechamos portas quando não fazemos com carinho e capricho o que nos pediram para fazer, por preguiça, desinteresse ou soberba.
Fechamos portas quando recusamos um sorriso, um aperto de mão ou um abraço, por estarmos cansados ou irritados.
Fechamnos portas quando, por arrogância ou desprezo, não prestamos atenção no que o outro pretendeu nos dizer.
A lista poderia ser ampliada ad nauseam, mas estes itens são suficientes para, se fechamos portas, nos convidar à coragem de renunciar à tentação de nos acharmos a palmatória do mundo.
O mundo não é o mundo da graça, coisa de Deus, mas é o mundo da lei, coisa nossa, em que a colheita depende da semeadura.
Como estão as portas por onde você passou? Espero que continuem abertas.

Desejo-lhe um
BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo

Pastor da Igreja Batista Itacuruçá

Tijuca - Rio de Janeiro

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